Por dentro de um home theater Philips HTS3181 que não lia DVD

Os vídeos de "por dentro" não rendem muito no YouTube, e por isso resolvi mudar o formato. Daqui para a frente, esses aparelhos abertos vão continuar aparecendo, mas em posts com fotos aqui no blog. Tenho muita coisa para mostrar por dentro, e também fotos guardadas há tempos que nunca publiquei e que dariam vários posts, de "por dentro" e de outros assuntos. Assim eu mostro o que tem dentro de cada aparelho sem gastar tempo de edição num vídeo que quase ninguém assiste, e os vídeos do canal ficam para os consertos e os testes.

Home theater Philips HTS3181 sobre a bancada, com um DVD em cima e a filmadora no tripé na frente

Este é o home theater Philips HTS3181 da minha irmã. Ela vinha me cobrando o conserto, mais ou menos a cada seis meses, porque ele não lia DVD. É um DVD com sintonizador FM e amplificador 5.1, com saída de vídeo só composto, então tudo nele é analógico.

Em abril de 2020 liguei com um DVD original e ele não reconheceu o disco. Abri para ver o que tinha dentro:

Aberto, visto de cima: a unidade de DVD, a fonte, o amplificador e a placa principal:

Home theater aberto visto de cima, com a unidade de DVD, a fonte amarela, o amplificador com dissipador e a placa principal verde

A fonte é chaveada, com dois transformadores. Um deve alimentar o amplificador e o outro a placa principal. O maior tem uma fita com o aviso de alta tensão:

Fonte chaveada amarela com dois transformadores, capacitores grandes e um aviso DANGER HIGH VOLTAGE em fita sobre o maior

O amplificador, com o dissipador de calor e as saídas para as caixas. O manual diz que ele entrega 300 W RMS (com 30% de distorção), mas o aparelho inteiro consome 60 W, então a conta não fecha:

Placa do amplificador com um grande dissipador de alumínio, capacitores e os conectores de saída das caixas

A placa principal, com as saídas de áudio e vídeo na parte de trás:

Placa principal verde do home theater, com o chip de DVD no centro e os conectores de saída de áudio e vídeo na parte de trás

O chip principal é um MediaTek MT1389DXE, comum nos DVD players dessa época. Ao lado ficam as memórias RAM e flash:

Chip MediaTek MT1389DXE em primeiro plano, com outros chips de memória ao lado e um adesivo QC PASSED

A unidade de DVD com o disco dentro e, à esquerda, a unidade nova que comprei. A original não carregava o disco nem girava direito:

Unidade de DVD velha aberta com um disco em cima, e à esquerda a unidade nova, ainda fora do aparelho

A unidade de DVD é a parte mais mecânica do aparelho, e a dele tinha uns 10 anos. Esse tipo de unidade falha mesmo, então a ideia era trocar. Uma nova custa uns 30 a 40 reais, mas a que comprei não funcionou no aparelho e parece não ser o mesmo modelo da original. Para não gastar mais, parei o conserto e descartei o home theater. O resto dele funcionava.

O ferro-velho que fechou

Estante de madeira com motores de eletrodoméstico, ventiladores e transformadores separados por prateleira

Quando voltei para Minas, na pandemia, passei a frequentar um ferro-velho aqui da cidade. Era bem mais organizado do que os outros ferro-velhos que eu conheço. Ele fechou e não existe mais. Só sobraram estas fotos, de 18 de janeiro de 2021:

Um fax em cima de um gerador de áudio Minipa MG201. Acabei comprando esse gerador alguns meses depois:

Fax sobre um gerador de áudio Minipa MG201, com um grande dissipador de alumínio ao lado

Panelas, frascos e utensílios:

Prateleiras com panelas, frascos e utensílios de cozinha, e um cesto com fios

Peças pequenas em prateleiras com divisórias:

Estante de metal com divisórias cheias de rodízios, motores pequenos e peças soltas

Uma bancada com monitor, caixa de ferramentas e livros:

Bancada com monitor, caixa de ferramentas, livros e lâmpadas

Uma impressora multifuncional, uma roda de ferro e cabos enrolados:

Canto com uma impressora multifuncional, uma roda de ferro grande e cabos enrolados

Uma caixa de sucata ao ar livre:

Caixa plástica cinza ao ar livre, cheia de fios e peças

E uma pilha de aparelhos:

Pilha de aparelhos e carcaças de metal no chão de terra

Uma caixa cheia de relés e contatores:

Caixa plástica com relés e contatores pretos, e rodas de bicicleta no chão

E bacias com parafusos e porcas separados por tamanho:

Bacias e baldes com parafusos, porcas e arruelas separados sobre uma bancada

Dali saíram dois aparelhos que viraram vídeo e post aqui: o gerador de áudio Minipa MG201 e uma TV multifunção de 5 polegadas, preto e branco, com rádio, lanterna, bússola, termômetro e sirene, que só precisou de um conector de alimentação novo, em Por dentro e conserto de uma TV VT-889.

Já mostrei aqui outro ferro-velho que também não existe mais, em 2013.

Como usar um multímetro, com bancada virtual para treinar as medidas

Fiz uma página que explica como usar um multímetro e tem uma bancada virtual para treinar. A maioria dos erros que vejo com o aparelho vem de três coisas: a posição do seletor, o jack onde a ponteira está plugada e o jeito de ligar o multímetro no circuito. Isso é difícil de aprender só lendo, e errar com o aparelho de verdade custa fusível.

A bancada tem um multímetro digital genérico, de faixa automática, com os jacks COM, VΩmA e 10 A e duas ponteiras que você arrasta até os pontos do circuito. O seletor gira de verdade: é só arrastar o botão redondo. Ele mede tensão contínua e alternada, corrente, resistência, continuidade com bip, diodo e capacitância.

São cinco montagens: duas pilhas, um circuito com dois resistores, componentes soltos (resistor, diodo, LED, dois fusíveis e um capacitor), uma tomada e um LED com resistor. Em cima delas ficam doze desafios em que você digita o valor medido. Um deles pede o catodo de um diodo sem a faixa, outro pede qual dos dois fusíveis queimou, e o último pede a corrente do LED. Quando erra, a bancada explica por quê, e o botão "Mostrar como fazer" dá o caminho.

O aparelho também reage aos erros clássicos. Ligue o multímetro como amperímetro direto numa pilha e o fusível queima, com um botão para trocar. Meça resistência num circuito ligado e o display mostra "Err". Plugue a ponteira no jack de 10 A para medir tensão e o display fica em zero, com um aviso do que está errado.

Abaixo da bancada vem o texto: as partes do multímetro, uma tabela com a posição do seletor para cada medida, a regra de tensão em paralelo e corrente em série, e os cuidados na hora de medir. Funciona no celular, e as pontas se arrastam com o dedo.

A página é a Como usar um multímetro. Ela também está na página de aplicações.

O multímetro do desenho é de faixa automática. Os modelos de faixa manual têm mais posições no seletor, mas o método de medir é o mesmo. Se achar alguma coisa errada na explicação, escreve nos comentários que eu corrijo.

Baterias 18650 de 9800, 8000 e 6800 mAh: quanto elas entregam de verdade

Cinco baterias 18650 em fila sobre fundo escuro: duas roxas TNL originais, uma azul Luatek, uma amarela Jyx e uma vermelha UltroFite

Comprei três baterias 18650 que anunciam 9800, 8000 e 6800 mAh. Uma 18650 boa chega a cerca de 3600 mAh, então esses números não fecham. Descarreguei cada uma até o fim, com a mesma carga e o mesmo corte, e comparei com duas originais que tenho há quatro anos. Fiz um vídeo mostrando o teste:

Agora mais fotos e informações. As cinco baterias na mão: duas TNL originais (roxas), a Luatek de 8000 mAh (azul), a Jyx de 9800 mAh (amarela) e a UltroFite de 6800 mAh (vermelha):

Mão segurando as cinco baterias 18650 lado a lado, duas roxas, uma azul, uma amarela e uma vermelha

Antes do teste, a balança. A original pesa 44,8 g, perto dos 46 g do datasheet. Mais capacidade pede mais material, e material tem peso:

Bateria 18650 roxa original sobre uma balança de bolso marcando 44,8 gramas

A Luatek, que anuncia 8000 mAh, pesa 33,1 g:

Bateria 18650 azul Luatek sobre a balança de bolso marcando 33,1 gramas

A Jyx, que anuncia 9800 mAh, também pesa 33,1 g:

Bateria 18650 amarela Jyx sobre a balança de bolso marcando 33,1 gramas

A UltroFite, que anuncia 6800 mAh, pesa 23,1 g, pouco mais da metade da original:

Bateria 18650 vermelha UltroFite sobre a balança de bolso marcando 23,1 gramas

O teste: a placa ZB2L3 descarrega a bateria num conjunto de resistores de 7,35 ohms (cerca de 0,5 A) e corta em 2,8 V. No fim ela mostra os mAh entregues. Troquei só a bateria, para todas serem medidas do mesmo jeito:

Bancada com a placa testadora ZB2L3, um suporte com bateria roxa, o conjunto de resistores e as outras baterias ao lado

A placa de perto, com o display e os resistores. No display, o fim de um dos testes: 1.205 mAh. É a mesma que usei no teste de 2022:

Placa testadora ZB2L3 ligada ao conjunto de resistores, com o display de sete segmentos mostrando 1.205

O resultado, com o valor anunciado tracejado em cada barra:

Gráfico de barras com a capacidade anunciada e a medida: Muteki A 2698 mAh, Muteki B 2789 mAh, Luatek 1205 mAh, Jyx 1205 mAh e UltroFite 519 mAh

As duas originais entregaram 2.698 e 2.789 mAh, acima dos 2.550 do datasheet. Isso não quer dizer que sejam melhores do que o fabricante anuncia: a corrente do teste (0,5 A) é bem menor que a descarga padrão e o corte foi em 2,8 V. As três outras entregaram menos do que prometem:

  • Luatek: 1.205 mAh, anunciado 8.000 (15%)
  • Jyx: 1.205 mAh, anunciado 9.800 (12%)
  • UltroFite: 519 mAh, anunciado 6.800 (7,6%)

A Luatek e a Jyx pesam o mesmo e deram o mesmo valor. Quem promete 8000 e quem promete 9800 mAh entrega a mesma coisa. A UltroFite, a mais leve, foi a que menos entregou, o que combina com o peso.

A regra prática: numa 18650, acima de uns 3600 mAh, desconfie. Peso baixo para o tamanho também entrega.

As originais são TN Power TNL ITR18650 2600P, que recebi da Muteki em 2022. Recomendo por opinião própria, não há patrocínio.

Obsidian: como saí da pasta "Coisas" e passei a achar o que guardo

Gráfico do meu vault principal no Obsidian. Cada ponto é uma nota e cada linha é um link entre duas notas.

Sempre tive dificuldade para organizar minhas ideias e guardar o que encontrava na web. Durante anos tudo foi parar numa pasta chamada "Coisas", num HD da máquina. Informações, imagens, PDFs, o que aparecesse. Com o tempo ela ficou enorme e sem organização nenhuma. Várias vezes eu lembrava que tinha um arquivo, mas tinha que abrir a pasta e procurar na mão.

Os projetos ficavam em outra pasta, "Projetos", que acabei separando por ano (2020, 2021 e assim por diante). Ajudou um pouco. Quando a pasta cresceu, voltou o mesmo problema: demorava para achar o que eu procurava. As pastas antigas eu jogava dentro de uma pasta "antigos" ou "arquivados" e seguia a vida. Arquivar assim não organiza nada, só esconde.

Como conheci o Obsidian

No fim do ano passado um colega me passou um vault com as notas que ele usou num projeto. Eu não conhecia o Obsidian. Pesquisei como funcionava e acabei usando o próprio vault dele para continuar o trabalho no projeto. Gostei de duas coisas: o jeito simples como o Obsidian guarda as informações, e como o Markdown ajuda a organizar as ideias enquanto escrevo. Foi a primeira vez que anotar e organizar aconteceram no mesmo lugar, sem eu precisar de um passo extra.

Como o Obsidian funciona

O Obsidian é uma aplicação desktop que usa pastas e notas em Markdown para organizar informações. Uma nota em .md é quase texto puro, só com algumas marcações para formatar. Você nem precisa do Obsidian para editar: qualquer editor de texto serve. Às vezes uso o VSCode para mexer nas notas do meu vault principal. Os .md também são fáceis de subir e de ler direto no GitHub.

Um "vault" é só uma pasta que o Obsidian abre. As notas ficam como arquivos comuns dentro dela, então nada fica preso a um formato fechado.

Como organizei meu vault

Depois de entender como o Obsidian facilita a organização, criei um vault com todas as informações que eu tinha espalhadas e as novas que chegam. Ficou separado assim:

  • 00.Automatizacoes: scripts, normalmente em Python, que automatizam a coleta de informações de alguma pasta ou da web.
  • 00.Templates: modelos para as notas que repetem a mesma estrutura.
  • Escritos: textos que escrevi ao longo dos anos, textos da web que gostei e quis guardar, e pesquisas avulsas.
  • Informações: onde ficam as... informações. Listas do que eu tenho ou fiz, dados de equipamentos e componentes, howtos e por aí vai. Tem uma pasta de arquivos para imagens, PDFs e outros tipos. Tudo com notas e links.
  • Links: links mesmo.
  • Pakéquis: tudo sobre o blog e o canal. Notas sobre o que foi publicado, pesquisas para posts e vídeos futuros, estatísticas e o que mais tiver a ver com os dois.
  • Projetos: informações coletadas e descritivas dos meus projetos, em andamento ou já completos.

O resultado

O Obsidian deixou tudo mais organizado. A pasta "Coisas" está quase toda mapeada em notas, e os arquivos que antes estavam espalhados agora aparecem como notas dentro do vault, com links para o que se relaciona. Quando lembro de algo, busco no vault em vez de abrir pasta por pasta.

O vault também tem automação por IA. Hoje todos os meus projetos são feitos com ajuda de IA, e em cada um deles a IA também atualiza o vault: o que foi feito, o que foi decidido, onde ficaram os arquivos. Assim tudo fica registrado e organizado sem eu depender de lembrar de anotar. Pretendo falar mais sobre esse uso de IA aqui no blog em breve.

Tenho outros vaults também. Uso o Obsidian para consultar grandes aglomerados de informação, como bancos de mensagens de listas de discussão. O da lista de discussão da Gibihouse, por exemplo, passa de 23 mil notas:

Gráfico do vault da lista de discussão da Gibihouse, com mais de 23 mil notas.

Dec-ROM: decodificando as EPROMs embaralhadas da placa MSX do fliperama

Eu tirando a placa da máquina, em 2009.

Em 2009 eu tirei uma placa de dentro de uma máquina de fliperama que na verdade era um MSX. Na época li as EPROMs da BIOS e do jogo (um Knightmare) e guardei os arquivos .bin. O problema é que o conteúdo estava embaralhado. Os endereços e os dados estavam ligados fora de ordem entre o chip e o resto do circuito, então o arquivo lido não tinha código que fizesse sentido.

Algum tempo depois tentei decodificar e não consegui. Quem resolveu foi o Piter Punk. Ele me escreveu pedindo os .bin das memórias, eu mandei, e ele conseguiu decodificar.

Anos depois, o Dec-ROM

Passados alguns anos, com a ajuda do Claude (a IA), consegui fazer uma aplicação para isso: o Dec-ROM. Você carrega o arquivo (.bin, .rom ou .hex), clica em Auto-Fix e ele procura qual troca de linhas de endereço e de dados faz o conteúdo virar código de Z80 de verdade. Depois você confere o resultado e salva o arquivo já corrigido, ou salva só o esquema da troca num arquivo .txt.

Esse .txt é o formato que a comunidade MSX já usava para trocar esquemas de embaralhamento, o do programa "Codificador/Decodificador de ROM para EPROM" da A&L Software, de 2004. O Dec-ROM lê e grava nesse formato, então dá para aproveitar esquemas antigos que estejam circulando por aí.

O que ajudou no desenvolvimento

Para testar um programa desses preciso de arquivos embaralhados de verdade, e de preferência com a resposta certa em mãos. Duas fontes ajudaram muito.

A primeira foi o Alexandre Souza (Tabajara), que encontrou uma placa da Fort Games e disponibilizou os binários. Esse embaralhamento era diferente do da minha placa. A busca automática nunca o resolveu dentro do tempo que eu deixei, até eu ter o esquema de ligação da Fort Games. Com ele, o programa passou a reconhecer a placa em menos de um segundo.

A segunda foi o site do MSXPro, de onde peguei outros binários. Quando a decodificação está certa aparecem sinais inconfundíveis, como o cabeçalho "AB" de uma ROM de MSX, e isso serviu de conferência.

E o arquivo da minha placa?

Os arquivos que li em 2009 também passaram pelo programa. A BIOS da placa (a "ITS ROM" do post antigo) é decodificada pela busca automática em cerca de 1 segundo, e o resultado é um cabeçalho "AB" de ROM de MSX. O que travou meu avanço em 2009 hoje leva um segundo.

A placa foi feita na minha cidade

Com a BIOS decodificada, dá para ler o que ficou gravado no fim da ROM: os dados do fabricante. Aparecem "ITS Sistemas Ltda." e "ITS Games", e logo depois "Sta R. Sapucai MG", ou seja, Santa Rita do Sapucaí, em Minas Gerais, a cidade onde eu moro. Em 2009 eu procurei na internet e não achei nenhum fabricante com esse nome. A resposta estava dentro da ROM, embaralhada, e a placa foi feita aqui perto de mim.

O Dec-ROM com a BIOS da placa já decodificada. No dump em hexadecimal, na coluna da direita, aparecem "ITS Sistemas Ltda.", "ITS Games" e "Sta R. Sapucai MG".

Baixar

O programa é feito em Rust e roda no Windows e no Linux. O código está no GitHub.

Se você tem uma EPROM embaralhada de MSX e quer testar, o Dec-ROM resolve os casos que eu consegui verificar. Se ele falhar com a sua, me mande o .bin que eu olho.

Consertando uma calculadora Dismac 2112 MPV que não ligava

Calculadora de mesa Dismac 2112 MPV com impressora, vista de frente, antes do conserto

Esta é uma Dismac 2112 MPV, calculadora de mesa com impressora, de uma fábrica nacional que chegou a ter 60% do mercado de calculadoras do Brasil. Veio de um ferro-velho, ligava na tomada e não dava sinal de vida: o display não acendia. O defeito era a impressora. O rolo de borracha dela estava tão ressecado que travava o motor, e a calculadora ficava esperando a impressora voltar ao ponto de repouso para liberar o display. Fiz um vídeo mostrando o diagnóstico e o conserto:

Assim que abri a calculadora, vi que estava bem suja por dentro. O teclado, em especial, estava cheio de poeira e sujeira:

Calculadora Dismac aberta, com as teclas e a placa cobertas de poeira e sujeira

A placa tem poucos componentes. O chip grande é um NEC D1231G, o cérebro da calculadora. Ao lado dele fica um Mitsubishi M54534P, um conjunto de seis transistores que, pela posição na placa, deve acionar o motor e as cabeças de impressão da impressora. O display fluorescente (VFD) fica logo acima:

Placa da calculadora com o chip NEC D1231G, o Mitsubishi M54534P ao lado, capacitores laranja e azul e o display fluorescente em cima

O teclado também precisou de limpeza. Desmontado, dá para ver a sujeira acumulada nas teclas e na membrana dos contatos, que não aparece no vídeo:

Teclado da calculadora desmontado, com a base das teclas de um lado e a membrana de contatos do outro

A base das teclas, com o poeirão acumulado em volta de cada uma:

Base plástica das teclas da calculadora vista de cima, com sujeira em volta das teclas

E a membrana com os contatos, também suja. Limpei tudo antes de remontar:

Membrana com os contatos do teclado, com manchas de sujeira, ao lado da placa

A impressora tirada da calculadora, com o motor ao lado:

Mecanismo da impressora da calculadora sobre a mesa, com o motor dourado e os fios coloridos

A etiqueta do mecanismo diz MP215N CK 010-01K:

Lateral do mecanismo da impressora com a etiqueta amarela MP215N CK 010-01K

O motor da impressora tem a marcação CP-011. Ligado, ele zumbia e não girava, e puxava tanta corrente que derrubava a tensão da fonte:

Motor da impressora com a etiqueta CP-011, segurado pela mão ao lado do mecanismo

Nas engrenagens havia fiapos e graxa velha, que limpei e lubrifiquei:

Engrenagens pretas da impressora com fiapos e graxa velha misturada com sujeira

Por cima, o mecanismo com o rolo de borracha ainda no lugar:

Mecanismo da impressora visto de cima, com o rolo de borracha escuro e rachado no meio

O culpado: o rolo de borracha com os dígitos, ressecado, rachado e se desmanchando. Ele travava a impressora inteira, e a calculadora ficava esperando a impressora chegar ao ponto de repouso para liberar o display:

Rolo de borracha com os dígitos da impressora, rachado e com pedaços soltos, segurado na mão

Sem o rolo, a impressora gira livre. Como não acho outro rolo igual, deixei só o eixo:

Mecanismo da impressora aberto, sem o rolo, e o rolo de borracha estragado ao lado

Com a impressora liberada, o display acendeu:

Placa da calculadora com o display fluorescente aceso, mostrando dígitos em verde

A calculadora montada e funcionando. A impressora ficou sem imprimir, mas a calculadora faz conta normalmente:

Calculadora Dismac 2112 MPV montada, ligada, com o display aceso

O rolo de dígitos não existe mais, então por enquanto a impressora fica sem imprimir. Se você souber onde achar um rolo desses, de impressora de calculadora Dismac, me conta nos comentários do vídeo. E se você já teve ou usou uma Dismac, conta onde.

Por dentro de um distribuidor de vídeo Topsel AD300

Distribuidor de vídeo Topsel AD300 branco, visto de cima, com a etiqueta, os conectores na lateral e o cabo de força enrolado

O aparelho acima é um distribuidor de vídeo Topsel AD300, com uma entrada e três saídas. Peguei no ferro-velho, mais por causa da caixa de metal, para quem sabe um dia usar em algum projeto, e para ver se tem algo que dê para reutilizar, como componentes. Não liguei. Não achei nenhuma informação sobre ele na internet, nem sobre a Topsel.

Na lateral ficam a entrada (ENT) e as três saídas (S1, S2 e S3), todas em conector F, mesmo sendo vídeo. Cada saída tem um botão de ajuste de amplificação. Tem ainda a chave que seleciona a entrada de energia em 110 ou 220 V e o cabo de força preso na caixa:

Lateral do distribuidor com quatro conectores F, três botões de ajuste, a chave de tensão 110/220 V e o cabo de força

Por dentro, o circuito é discreto, transistorizado. A placa é a PCI AD300, com um transformador pequeno na entrada. A montagem é bem apertada e não dá para desmontar mais sem dessoldar alguns componentes:

Distribuidor aberto, com a placa PCI AD300, o transformador pequeno e os transistores perto dos conectores

Outro aparelho de vídeo que também veio do ferro-velho foi o sequencial de áudio e vídeo Nitrix N-450, que mostrei em Sequencial de áudio e vídeo 4x2 Nitrix N-450 por dentro. Aquele tem microcontrolador. Este só tem transistor.